Cabeleireira cancela clientes, restaurante fecha e estúdio de pilates dispensa alunos por falta de água em São José dos Campos

  • 21/07/2026
(Foto: Reprodução)
Manutenção da Sabesp deixa 70% dos bairros de São José dos Campos sem água Reprodução/Rede Vanguarda Cabeleireira cancela clientes, restaurante fecha e estúdio de pilates dispensa alunos: a troca de três válvulas de grande porte no sistema de captação de água de São José dos Campos tem provocado transtornos e prejuízos para moradores e comerciantes da cidade nesta terça-feira (21). A Sabesp estima que a manutenção afete cerca de 70% do município. Além da falta de água e da baixa pressão no abastecimento, empresários relatam perda de clientes, cancelamento de atendimentos e aumento dos custos para manter os estabelecimentos funcionando - leia mais abaixo. A previsão inicial era de que o abastecimento fosse normalizado gradualmente na quarta-feira (22). No entanto, em entrevista à TV Vanguarda, o diretor regional da Sabesp no Vale do Paraíba, Emerson Santos, afirmou que a retomada do fornecimento deve começar apenas a partir do meio-dia de quarta-feira, com normalização completa prevista para quinta-feira (23). "A obra está em andamento e a previsão é que amanhã, a partir do meio-dia, a gente já comece gradativamente a retomar o abastecimento e tenha aí a quinta-feira como uma normalização plena do sistema", disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Falta de água traz prejuízo para moradores em São José Além de fechar o salão, cabeleireira também teve problemas em casa: água começou a chegar suja antes de acabar e foi preciso comprar galão para cozinhar Arquivo Pessoal Cabeleireira cancela clientes A cabeleireira Diana Rosa Dias, que trabalha em um salão na Rua Santa Clara, na Vila Adyana, na região central, precisou cancelar todos os atendimentos previstos para esta terça. Segundo ela, a falta de água impossibilitou a realização de procedimentos químicos e até mesmo a lavagem dos cabelos dos clientes. "Hoje não tivemos condição de trabalhar porque não tinha água", resumiu. Ao todo, seis clientes tiveram os atendimentos desmarcados. Uma manicure que divide o espaço com Diana também precisou encerrar o expediente mais cedo. Moradora do Jardim Satélite, na Zona Sul, ela relata que desde segunda-feira (20) a água já chegava com pressão muito baixa. Antes de interromper completamente, a água passou a sair suja da torneira. "Agora não sai mais nada. Tive até que comprar água para fazer comida", contou. Restaurante fecha Também na Vila Adyana, o empresário Tiago de Oliveira Pinto, proprietário de uma cafeteria e de um restaurante, afirma que os impactos foram imediatos. Segundo ele, o estabelecimento conseguiu servir o almoço apenas utilizando a água armazenada nas caixas d'água. Depois disso, não havia mais água para a higienização dos equipamentos e utensílios. A solução encontrada foi utilizar materiais descartáveis, o que elevou os custos operacionais em cerca de 20%. Ele contou que muitos clientes se recusaram consumir as refeições servidas em descartáveis e deixaram o local. Os que permaneceram também enfrentaram dificuldades. "Não tinham nem como lavar as mãos ou usar o banheiro porque estávamos zerados", disse. Sem condições de manter a operação, o restaurante acabou fechando as portas durante o dia. Thiago afirma que houve perda de clientes, aumento de custos e dispensa de funcionários, além da incerteza sobre quando será possível retomar o funcionamento normal. Estúdio de pilates na Vila Ema: sem atendimento nesta terça (21) por causa da falta d'água Arquivo Pessoal Estúdio de pilates dispensa alunos A fisioterapeuta Tamara Medeiros também contabiliza prejuízos. Proprietária de um estúdio de pilates na Vila Ema, região central, ela afirma estar sem água desde a tarde de segunda-feira (20). De acordo com Tamara, a pequena quantidade de água que chegou ao imóvel não tinha pressão suficiente para utilização. Sem água nos banheiros e sem condições adequadas para que os alunos lavassem as mãos e os equipamentos fossem higienizados, ela precisou dispensar grande parte das aulas programadas. Segundo Tamara, o prejuízo ultrapassa os R$ 500. "Muita gente tem plano contratado e não reembolsável. Tivemos que dispensar boa parte dos alunos porque não havia condições de funcionamento", afirmou. Academias também sofrem impactos Academias da cidade também foram afetadas pela restrição no abastecimento. Uma unidade localizada no Jardim Oswaldo Cruz, na região central, informou aos alunos pelas redes sociais que os chuveiros permanecerão temporariamente bloqueados nos dias 21 e 22 de julho. Já uma academia do Jardim Satélite precisou suspender completamente as atividades nesta terça-feira após a água armazenada na caixa d'água acabar. "A água da caixa d'água acabou e, por esse motivo, hoje cedo não vamos abrir a academia", informou o estabelecimento nas redes sociais. A empresa afirmou ainda que buscava um caminhão-pipa para reabastecer o reservatório e retomar o atendimento. O Sindicato do Comércio Varejista de São José dos Campos e Região (Sindicomércio) informou que acompanha os impactos da interrupção no abastecimento, mas ainda não possui um levantamento consolidado dos prejuízos. Manutenção afeta cerca de 70% da cidade A operação para substituir três válvulas de grande porte na Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB), localizada na região do Vale dos Pinheiros, começou na segunda à tarde. O local é responsável pela captação da água que abastece o sistema produtor do município. A intervenção mobiliza cerca de 50 profissionais. Segundo a companhia, aproximadamente 190 mil ligações podem ser afetadas, o equivalente a cerca de 70% da cidade. As regiões do Putim e da Vila Tatetuba devem sentir menos os efeitos da manutenção, já que contam com sistemas complementares de poços artesianos. A companhia afirma que a substituição das válvulas faz parte da primeira etapa de um pacote de investimentos de R$ 29 milhões destinado à modernização do sistema de abastecimento de São José dos Campos. Segundo a empresa, a manutenção tem caráter preventivo e busca resolver um problema histórico da captação de água, aumentar a confiabilidade do sistema e reduzir riscos de falhas futuras. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

FONTE: https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2026/07/21/cabeleireira-cancela-clientes-restaurante-fecha-e-estudio-de-pilates-dispensa-alunos-por-falta-de-agua-em-sao-jose-dos-campos.ghtml


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